12 March, 2018

Relator da reforma da Previdência critica comunicação do governo sobre proposta

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O relator da reforma da Previdência, deputado federal Arthur Maia, criticou a forma como o governo federal informou a população sobre a proposta da reforma, ao apresentá-la pela primeira vez, em 2016, mas enfatizou que esse não foi o único problema a dificultar a aprovação das novas regras. "Não foi só a ineficiência do governo, mas há uma barreira cultural. A população acredita que o governo sempre tem de prover tudo", analisou o relator, em evento sobre o tema promovido pela FGV nesta manhã de segunda-feira no Rio.

Maia disse, ainda, que nesse momento se tornou impossível aprovar o texto, mesmo tendo ficado mais brando em termos das mudanças e flexibilidades que foram adotadas porque houve um esvaziamento do capital político. Ou seja, o governo atual não tem mais o apoio, em votos, necessário para a aprovação. "Estamos falando de um governo que não foi eleito pelo voto popular. Que assumiu depois de um impeachment e é alvo de algumas acusações. Esse governo não tem os 308 votos necessários (para a aprovação).

Para o relator, essa mudança ficará para o próximo presidente da República, que será eleito em outubro. "O próximo presidente, em início de mandato, com certeza terá o capital político necessário. Maia criticou, ainda, a pressão que sofreu do funcionalismo público durante a discussão do projeto na Câmara, para que seus privilégios fossem mantidos: "Das 200 audiências que tive, quase a totalidade foi com representantes do setor público e federal".

Marcelo Caetano, secretário da Previdência, argumentou, durante o mesmo evento, que enquanto o decreto de intervenção federal estiver em vigor no Rio, o debate sobre a reforma está suspenso. Ele também descartou que o governo esteja se mobilizando para suspender o decreto temporariamente para retormar a votação: "É preciso ressaltar que o debate saiu da pauta legislativa em função de uma regra constitucional, mas não da pauta do governo. É algo prioritário. Todos os ministros colocam ela como fundamental para o país. E já percebo candidatos à presidência colocando esse debate no radar das eleições".

Fonte: jornal O Globo

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