20 February, 2017

Empresários do comércio estão mais confiantes em fevereiro

Comerciantes mantêm cautela diante de incertezas quanto à recuperação do mercado

Crédito: Ascom/CNC

Comerciantes mantêm cautela diante de incertezas quanto à recuperação do mercado de trabalho e da renda das famílias

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A confiança dos comerciantes aumentou 18,6% em relação a fevereiro de 2016, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado hoje, 21, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Essa é a oitava taxa positiva consecutiva nesta base de comparação. Em relação ao mês passado, o índice aumentou 1%, com ajuste sazonal, alcançando 95,5 pontos. O resultado abaixo da zona de indiferença (100 pontos), no entanto, ainda indica atenção por parte dos comerciantes em relação às condições do mercado de trabalho e restrição de renda das famílias.

“As reformas e medidas de ajuste em andamento no Congresso, aliadas à queda dos juros e redução da inflação, propiciam um ambiente mais favorável aos investimentos, estimulando a confiança dos comerciantes. As vendas do comércio em 2017 devem experimentar ritmo menos intenso de queda, com relativa estabilidade”, aponta a economista da CNC Izis Ferreira.

Condições atuais

O subíndice do estudo que mede a percepção dos comerciantes sobre as condições correntes teve aumento de 42,1% na comparação anual, a sétima variação positiva nesta base de comparação ao longo dos últimos 12 meses. Em relação a janeiro, o aumento foi de 6,1% com ajuste sazonal, recuperando a redução registrada no mês passado.

A percepção dos varejistas quanto às condições atuais da economia melhorou em fevereiro (+11,5%), assim como em relação ao desempenho do comércio (+6,1%) e ao da própria empresa (+3,3%). A proporção de comerciantes que avaliam as condições econômicas atuais como “piores” caiu, atingindo 79,4% dos varejistas, ante os 81,4% registrados no mês passado.

Perspectivas

Acima da zona de indiferença de 100 pontos, o subíndice que mede as expectativas do empresário do comércio alcançou 141,7 pontos. Na comparação anual, o índice cresceu 18,1%. Na passagem mensal, no entanto, as expectativas apresentaram queda de 0,8%, com ajuste sazonal, marcando a adequação das expectativas dos comerciantes à queda nas vendas.

Na avaliação de 73,8% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos próximos meses, percentual abaixo dos 75,5% assinalados em janeiro e dos 82,2% registrados em dezembro.

“A retração das expectativas mostra que no curto prazo os comerciantes ainda não enxergam retomada das vendas, principalmente por conta das condições do mercado de trabalho e da restrição da renda das famílias”, comenta a economista da CNC Izis Ferreira.

Investimentos e estoques

Em fevereiro, o subíndice que mede as condições de investimentos do comércio registrou aumento de 0,3% com ajuste sazonal, alcançando 83,1 pontos. Apesar de as intenções de investimento nas empresas (+3,5%) e em estoques (+0,8%) terem aumentado, caiu a intenção de contratação de funcionários (-2,3%).

Na comparação anual, porém, as intenções dos comerciantes de contratar funcionários estão maiores (+15,0%). Além disso, o comércio está mais animado com a trajetória de queda dos juros: a intenção de investir no capital das empresas aumentou (+6,1%) em relação a fevereiro do ano passado. Por outro lado, piorou a percepção dos comerciantes sobre os estoques diante da programação de vendas (-2,2%). Mais de 30% dos comerciantes entrevistados acreditam que os estoques estão acima do adequado em fevereiro.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) detecta as tendências do setor, do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6.000 empresas situadas em todas as capitas do País, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

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