19 September, 2017

Intenção de Consumo das Famílias tem leve queda de 0,7% em setembro

Crédito: visualhunt.com

O item Momento para Duráveis apresentou incremento na comparação mensal (+1,4%) e na anual (+18%)

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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 76,8 pontos em setembro de 2017, em uma escala de 0 a 200. Com aumento de 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado, o indicador registrou leve queda de 0,7% na comparação com agosto, o que indica estabilidade.

“Com o fim do efeito dos saques das contas inativas do FGTS sobre as vendas, a tendência de crescimento do consumo nos próximos meses dependerá da resposta do mercado de trabalho e da retomada dos investimentos”, aponta Juliana Serapio, assessora econômica da CNC.

Estabilidade em relação ao emprego

Único subitem acima da zona de indiferença (100 pontos), com 106,4 pontos, o componente Emprego Atual caiu na comparação com o mês anterior (-0,7%). Na comparação anual, houve aumento de 1,6%. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 30,7%, ante 31,3% de agosto.

A preocupação das famílias em relação ao mercado de trabalho aparece no componente Perspectiva Profissional. Com 94,0 pontos, o subitem apresentou queda de 2,1% na comparação mensal e de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Baixa no consumo

O componente Nível de Consumo Atual atingiu 54,2 pontos, igual ao mês anterior e 16,7% maior do que no mesmo período de 2016. A maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo menor que o do ano passado (59,6%, ante 59,3% em agosto).

O item Momento para Duráveis apresentou incremento de 1,4% na comparação mensal. Em relação a 2016, o componente teve aumento de 18%. O item Acesso ao Crédito, com 70,8 pontos, registrou queda de 0,8% na comparação mensal e aumento de 8,2% em relação a setembro de 2016.

Com a inflação baixa e as taxas de juros em queda, contribuindo de forma positiva para a reação das vendas no curto prazo, a CNC revisou de +1,8% para +2,2% sua projeção para o desempenho do varejo ampliado ao final deste ano.

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