19 junho, 2012

Escola Sesc realiza debate para propor o despertar de uma consciência mundial

Edgar Morin, Marina Silva, Othon Leonardos, Raoni Metuktire e seu intérprete

Crédito: Marcos Nascimento

Edgar Morin, Marina Silva, Othon Leonardos, Raoni Metuktire e seu intérprete

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“É preciso usar com sabedoria os recursos naturais para suprir as nossas necessidades, sem comprometer o futuro daqueles que ainda não nasceram.” Essas foram as palavras da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, ao abrir o debate O Despertar de uma Consciência Mundial do workshop internacional A Terra Está Inquieta, realizado pela Escola Sesc de Ensino Médio na noite de ontem, 18 de junho.  Além de Marina, o sociólogo francês Edgar Morin e o cacique da aldeia de Kapayos, Raoni Metuktire, foram convidados para falar na conferência.

O debate foi mediado pelo professor da Universidade de Brasília, Othon Leonardos. Na plateia estavam presentes o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos, os diretores dos Departamentos Nacionais do Sesc, Maron Emile Abi-Abib, e do Senac, Sidney Cunha, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e alunos de várias turmas da Escola Sesc.

Em seu discurso, Marina Silva elogiou a iniciativa da Escola Sesc de buscar soluções para a sustentabilidade no planeta. “Aqui nesta escola são dadas a esses jovens oportunidades iguais de crescimento e um pensamento único de preocupação com o meio ambiente”, afirmou a ex-ministra, que expôs seu ponto de vista sobre como estão agindo os povos em busca de melhores condições de vida na Terra. “O nosso desafio diário está sendo descobrir como continuaremos produtivos, criativos e livres em um planeta de recursos limitados. O mundo precisa da biodiversidade para sobreviver”, afirmou.

Em seguida, o cacique Raoni falou aos presentes e afirmou que os jovens podem fazer a diferença no futuro, em consonância com as palavras ditas por Marina Silva. Edgar Morin também complementou o discurso da ex-ministra, chamando todos para formar uma consciência planetária. “O tesouro da humanidade é a cultura de todos os povos juntos. A simbiose das culturas une o melhor de cada um para o desenvolvimento de uma consciência planetária. E esta deve ser a nossa prioridade para o futuro: pensar em conjunto”, concluiu Morin.

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