15 April, 2016

Crédito para as empresas

Walter Febraio Junior, gerente da Diretoria de Micro e Pequenas Empresas do BB

Crédito: Christina Bocayuva

Walter Febraio Junior, gerente da Diretoria de Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil

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A Assessoria de Gestão das Representações (AGR) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou hoje, 15 de abril, no Rio de Janeiro, a 13ª Reunião do Grupo Técnico de Trabalho sobre Meio Ambiente (GTT-MA). As linhas de crédito disponíveis para as empresas implementarem projetos de eficiência energética foram um dos principais temas da pauta do encontro.

O tema é estratégico: a implementação de projetos de eficiência energética nas empresas, principalmente nas que têm um consumo intensivo de energia - como hotéis, restaurantes, bares, lavanderias, salões de beleza, açougues e supermercados -, pode gerar até 30% de economia. Por isso, o GTT-MA resolveu levantar as possibilidades e soluções disponíveis no mercado e convidou o Banco do Brasil (BB), que já possui parceria com muitas Federações do Sistema, para fazer uma apresentação das linhas de financiamento disponíveis para este fim.

Segundo Walter Febraio Junior, gerente da Diretoria de Micro e Pequenas Empresas, o banco trabalha com o conceito de que o investimento em eficiência pode e deve gerar economia para o empreendimento. “Percebemos que há um desconhecimento por parte do micro e pequeno empresário sobre os gastos com energia, há um potencial de redução de até 30% no consumo se houver a priorização da energia fotovoltaica. E, ainda, uma simples troca de iluminação por sistema de LED e a troca por aparelhos que são mais eficientes já podem gerar uma diferença”, afirmou Walter.

O banco verificou que é possível enquadrar o financiamento para a Eficiência (EE), baseado em regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel n° 482, de 17.04.2012), gerando economia para as empresas. “Esse é um tema relativamente novo para o banco, viemos compartilhar o que estamos desenvolvendo e ouvir de vocês quais os anseios e o que precisamos desenvolver”, disse Walter. 

Soluções de crédito para EE

Entre as linhas de crédito disponibilizadas pelo banco para a implementação de negócios e produtos sustentáveis estão: o Cartão BNDES, com recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social; o Proger, Programa de Geração de Emprego e Renda, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT); e o Crédito Empresa, uma linha de financiamento do próprio banco. 

O Cartão BNDES financia até 100% do valor dos itens disponíveis no cartão, com prazo de 3 a 48 meses para a quitação e taxa de 1,24% ao mês. Já o Proger tem duas categorias. O Proger Urbano Empresarial é para empresas com faturamento até 10 milhões. Nesta categoria, são financiados 80% do valor dos equipamentos adquiridos com um teto de até 1 milhão por empresa. A empresa tem até 72 meses para pagar o financiamento, com 12 meses de carência e taxas de até 0,97% ao mês. “Essa linha é a que oferta as melhores condições para as MPEs”, afirma o gerente do BB. 

O Proger Turismo Investimento está disponível para empresas do segmento que estejam cadastradas no Cadastur, do Ministério do Turismo, e estas terão até 120 meses para quitar o financiamento e até 2 anos e meio de carência para começar a pagar a dívida. “Em 2016 temos 1 bilhão em recursos disponíveis para aplicação. As linhas oferecem prazos adequados ao fluxo de caixa das empresas, e destaco ainda os encargos competitivos proporcionados pelas linhas do Proger”, destaca Walter. 

Outra opção apresentada foi o Crédito Empresa, com recursos próprios do Banco do Brasil, a empresa pode ter financiamento de até 100% do valor do equipamento, com prazo de até 60 meses para pagar, sendo 3 meses de carência e taxa de 2,19% ao mês. “Esse crédito não requer grande burocracia, por isso o juro é um pouco maior”, explica. 

Contraponto e oportunidade

Durante a reunião do GTT-MA, o representante da Fecomércio-AC, Miguel Angelo, levantou a preocupação com o tempo de vida útil de equipamentos para a implementação da EE, como as placas de energia fotovoltaica. “A aquisição do equipamento ainda é muito cara, não compensa o investimento, e os gastos com a manutenção também são altos, por isso acreditamos que é necessário que existam incentivos fiscais para promover a implementação da eficiência energética”, defendeu. 

A assessora da AGR, Cristiane Soares, destacou que existe uma diferença entre a célula solar e a célula fotovoltaica, e esta segunda permite captar e armazenar energia que pode ser vendida. A representante da Fecomércio-SP, Cristiane Lima Cortez, acrescentou que a Aneel, em 2015, atualizou norma regulamentadora (Aneel n° 687, de 24.11.2015) e tornou possível que as empresas criem um consórcio para realizar o repasse dessa energia armazenada. O representante da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS), Ricardo Bezamat, complementou as informações, afirmando que hoje a rede energética é de mão dupla e que, no momento em que está gerando a energia, a que não for utilizada é armazenada na rede e cria um crédito para uso da empresa por até três anos. Ou seja, o investimento inicial pode se transformar em uma oportunidade de negócios.

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