13 November, 2015

Seminário sobre meio ambiente reúne especialistas e dirigentes da Fecomércio-DF

Crédito: Jair Rodrigues / Sistema Fecomércio-DF

Adelmir Santana disse que, no Brasil, mais se discute do que se faz na questão meio ambiente

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A Fecomércio-DF realizou nesta sexta-feira (13/11), na sede da entidade, o seminário “Meio Ambiente – O que Fazemos e o que Mais Podemos Fazer”. Falando na abertura, o presidente da entidade, Adelmir Santana, disse que “meio ambiente sempre foi objeto de preocupação e cuidados na maioria dos países do mundo desenvolvido e em desenvolvimento. No Brasil, discutimos e falamos muito sobre o assunto. Porém, mais discutimos e falamos do que realmente fazemos. E o que é pior, nem do lixo sabemos cuidar bem”, apontou.

Lembrou que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) só foi aprovada no Congresso Nacional após 19 anos de discussões. “É uma Lei (12.305/2010) que incorporou outras 140 propostas que tramitavam no Congresso e foi exaustivamente discutida. O mérito maior é que ela mostrava a importância do meio ambiente e buscava soluções para o maior problema ambiental do País, que é a questão dos resíduos sólidos”, explicou Adelmir Santana, que também é vice-presidente da CNC.

No âmbito local, Adelmir afirmou que ainda há muito que fazer, e que o Distrito Federal tem muita dificuldade para cumprir as metas da PNRS. “Brasília é uma cidade pródiga em títulos, condecorações e reconhecimentos nacionais e internacionais. Mas, em julho, infelizmente, recebeu a distinção de ‘a cidade que abriga o maior lixão a céu aberto da América Latina’, um título do qual ninguém se orgulha”, lamenta Santana.

O economista da Fecomércio-DF e organizador do encontro, José Eustáquio de Carvalho, falou sobre a necessidade de ampliar o número de instituições e pessoas envolvidas no assunto. “Nos últimos quatro anos, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) está trabalhando forte na questão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos e não é só internamente, está representada em vários Ministérios e organizações, mostrando preocupação com o nosso ambiente.”

E um dos grandes objetivos atingidos, segundo ele, foi o engajamento dos empresários, de organizações e pessoas nesse trabalho. Ele observou, contudo, que ainda é preciso aprimorar a questão da logística reversa de medicamentos pós-consumo ou vencidos; eletroeletrônicos e lâmpadas fluorescentes; uso de sacolas plásticas; integração federações/governo.

A coordenadora do Grupo Técnico de Trabalho do Meio Ambiente da CNC, Cristiane Soares, também participou do seminário. Ela falou sobre “Ações e Acordos Nacionais da CNC”. Cristiane explicou que a PNRS é um instrumento para a gestão dos resíduos sólidos, que inclui a consolidação da responsabilidade compartilhada entre o poder público, o setor produtivo e a sociedade. Porém, ressalvou que a burocracia é um problema constante nas ações e que isso dificulta os resultados.

“Alguns desafios que precisam ser vencidos são o protocolo simplificado para o licenciamento ambiental; a normatização do compartilhamento, no mesmo veículo, dos produtos distribuídos com os produtos pós-consumo; o controle de importação para identificar as empresas que não ratificam o acordo setorial; o aprimoramento ao combate ao contrabando e descaminho; e o problema fiscal por ocasião da retirada dos produtos pós-consumo, entre outras questões”, afirmou.

Do Departamento de Sustentabilidade do Sesc, Mario Saladini explicou o Programa Ecos, que é realizado em todas as unidades do Serviço Social do Comércio no País. “A nossa missão é planejar, propor, executar e apoiar ações que induzam à prática intersetorial e colaborativa da sustentabilidade nas atividades desenvolvidas nos âmbitos da CNC e dos Departamentos Nacionais e Regionais do Sesc e do Senac, com os objetivos de conscientizar o público interno, mitigar os impactos socioambientais e otimizar o uso dos recursos das instituições”, disse Saladini.

No encerramento, a servidora do Senac Kelly Teixeira abordou o tema “Educação Ambiental”, mostrando o interesse contínuo das pessoas pelo curso oferecido no Senac, que existe desde 2011 e tem mais de seis mil matriculas por ano. “O Senac Editoras também tem uma ampla diversidade de publicações. São mais de 80 títulos voltados ao segmento de meio ambiente. Também temos uma revista Senac Ambiental, de periodicidade semestral. A publicação apresenta ao leitor artigos ligados ao tema do meio ambiente, como educação ambiental, turismo, sustentabilidade, saúde, biodiversidade, cultura, formação profissional e qualidade de vida”, informou.

Essa foi a primeira ação realizada pelo Fecomércio-DF dentro do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, desenvolvido pela CNC, com a participação das entidades do Sistema (Sesc e Senac). O programa tem como objetivo tornar pública as ações em curso, as propostas de novos projetos e atividades existentes no Sistema, tanto em nível local quanto nacional.

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