15 January, 2007

Para maioria, BC reduzirá ritmo de corte da Selic

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Os mercados iniciam a contagem regressiva para a próxima reunião do Copom, na semana que vem, divididos em torno da magnitude do corte na taxa de juro básica, a Selic, hoje em 13,25%. A maioria aposta numa redução de 0,25 ponto porcentual, mas muitos estimam corte de 0,50 ponto porcentual. O fato de o IPCA de dezembro ter registrado alta de 0,48%, acima das expectativas, acentuou a polêmica em torno do próximo passo do Banco Central (BC).


Nuno Camara, economista sênior do Dresdner Kleinwort, observou que a alta do IPCA foi capitaneada por fatores sazonais, como os custos maiores com transportes. 'A porta para mais cortes na Selic continua aberta, reforçando nossa visão de redução de 0,25 ponto porcentual', disse Camara. Ele observou que, embora a perspectiva para a inflação continue positiva, é preciso lembrar que foi a estratégia conservadora do BC que resultou numa inflação muito baixa em 2006. 'Esperamos que o BC comece a cortar os juros com uma magnitude menor neste mês com o objetivo de consolidar esses ganhos.'


Já Ricardo Amorim, analista do Banco WestLB, aposta em mais um corte de 0,50 ponto porcentual. 'Apesar do IPCA e da produção industrial terem vindo ligeiramente acima do esperado, nossa visão é de que o BC não vai adotar uma postura mais conservadora porque as perspectivas inflacionárias de médio prazo continuam muito favoráveis', disse. 'O real forte e um crescimento do PIB abaixo do potencial devem manter a inflação abaixo da meta em 2007', afirmou.


O chefe de pesquisa de mercados emergentes do HSBC, Philip Poole, acredita os juros reais no Brasil vão continuar elevados, apesar da perspectiva de continuidade de cortes na Selic. 'Em 13,25%, a Selic ainda é superior a 10%, se ajustada à inflação', disse. 'Certamente, novos cortes serão feitos, mas acreditamos que o piso para a taxa real de juros será alto: o País vai continuar arcando com o peso de altas taxas reais se não ocorrer progresso nas reformas estruturais.'

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