10 August, 2017

Comércio exterior é essencial para o desenvolvimento da economia brasileira

Michel Temer discursa no Enaex 2017, evento que tem apoio da CNC

Crédito: Guarim de Lorena

Michel Temer discursa no Enaex 2017, evento que tem apoio da CNC

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Fazer voltar a confiança dos brasileiros, que se traduz em empregos e investimentos. Esse é o compromisso do governo federal, segundo informou o presidente da República, Michel Temer, em 9 de agosto, em pronunciamento no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2017), realizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), com o patrocínio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O presidente falou da importância de iniciativas como o Enaex, que promovem o debate e ajudam a recolocar o País nos trilhos. “As conquistas não surgem do acaso. Resultam de nossa determinação coletiva de se fazer o que tem que ser feito”, destacou, confirmando que não haverá aumento do Imposto de Renda.

Enfatizando que o governo federal vem vencendo problemas que comprometem o presente e o futuro dos brasileiros, Michel Temer lembrou de conquistas importantes, como a reforma trabalhista. “A modernização das leis trabalhistas foi algo desejado há muito tempo e que finalmente efetivamos. São reformas populares – e não populistas – que serão reconhecidas no futuro”, disse.

A desburocratização foi apontada pelo presidente como um dos fatores mais relevantes para o Comércio Exterior, especialmente para investidores estrangeiros. Ele ressaltou ainda que é necessária uma infraestrutura condizente com o vigor do setor produtivo brasileiro. “O Brasil tem a competitividade necessária para chegar em qualquer mercado e pode aumentar ainda mais essa competitividade. Mas a infraestrutura é importante. Não adianta termos uma safra recorde se não há condições de escoá-la e distribuí-la de forma eficiente”, concluiu Temer.

José Augusto de Castro, presidente da AEB, agradeceu a presença de Michel Temer, ressaltando que o Enaex não tem a presença de um presidente da República desde 2005. “Isso sinaliza que o comércio exterior brasileiro voltou a ter importância”, afirmou.

Castro defendeu ainda que as reformas contribuem para gerar otimismo no setor, gerando impactos positivos de longo prazo, no entanto é preciso criar estímulos mais imediatos para as empresas exportarem, o que, segundo ele, poderia ser feito com a elevação do índice do Reintegra dos atuais 2% para 5%, alternativa já prevista em lei. “Adicionalmente, o programa de privatizações e concessões no setor de infraestrutura de transporte vai reduzir os custos de logística e junto com o recém-lançado Portal Único de Comércio Exterior formarão a base para a diminuição do Custo-Brasil”, declarou.

Recordes do comércio exterior

Darci PianaErnane Galvêas, consultor Econômico da CNC e presidente de honra da AEB, classificou como “histórico” o Enaex 2017, sobretudo por estar sendo realizado em um ano de recordes para o comércio exterior brasileiro. “Este ano, as exportações no Brasil estão crescendo 20%. É um fato histórico. As importações estão crescendo 5%, e, com isso, nós vamos atingir um saldo na balança comercial de mais de R$ 40 milhões, segundo as previsões da AEB”, disse Galvêas, durante discurso na abertura do Enaex. Ele destacou ainda o papel do segmento no desenvolvimento econômico. “O comércio exterior tem a capacidade de alavancar a economia do País. As exportações têm um poder multiplicador e é por aí que nós vamos tirar o Brasil da crise”, afirmou.

O vice-presidente Administrativo da CNC, Darci Piana (foto), representou a Confederação no evento e reafirmou a relevância do setor para o Brasil. “Sem dúvida, o comércio exterior é um dos protagonistas do processo brasileiro de crescimento econômico. Isso é lógico, mas nem sempre é bem entendido pelos nossos governantes”, afirmou Piana, que corroborou os números do crescimento do setor e pontuou nós importantes que precisam ser desatados para o seu desenvolvimento ainda maior. “Existem problemas que ainda nos angustiam, como as deficiências da infraestrutura, praga que impede o crescimento ainda maior desta fonte inesgotável de riquezas para o País. O modelo de concessões precisa ser acelerado para permitir a ampliação dos portos e aeroportos. No entanto, o problema maior é o tempo. Quanto mais rápido trabalharmos para permitir o desenvolvimento do comércio exterior, mais rápido veremos a retomada do crescimento econômico do País”, concluiu Darci Piana.

Presidente do BNDES defende estímulo à exportação de MPMEs

Também na abertura do Enaex 2017, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello, reafirmou o compromisso da instituição com o fomento das exportações de micro, pequenas e médias empresas (MPME) para fortalecer a presença brasileira no comércio internacional. De acordo com Rabello, essa política já tem sido priorizada pelo banco, que direcionou 40% dos desembolsos do primeiro semestre para MPMEs.

“O BNDES, eu diria, é até mais das pequenas do que das grandes empresas. Tanto que elas já cumprem a participação de 61% na carteira do banco. Há muito recursos internacionais que podemos captar para repassar para as MPMEs e para as empresas maiores aumentarem suas exportações, especialmente de serviços”, afirmou.

Rabello ressaltou, ainda, que é preciso aprovar reformas e promover a eficiência da máquina pública para reduzir entraves às exportações. Ele alertou que o incremento nas vendas externas foi fruto de situações conjunturais e que é preciso criar estímulos estruturais. “Não deixa de ser uma vitória ter o comércio brasileiro superavitário. Mas isso aconteceu em decorrência da maior recessão brasileira de todos os tempose pela forte contribuição do agronegócio”, disse.

Estiveram presentes também o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira; o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella; o vice-governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles; o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella; e o vice-presidente da Fecomércio-SP e coordenador da Câmara Brasileira de Comércio Exterior (CBCex) da CNC, Rubens Medrano.

Com o tema “Reduzir custos para exportar, reindustrializar e crescer”, o Enaex 2017 foi realizado nos dias 9 e 10 de agosto e contou com painéis que discutiram o agronegócio, a ampliação da inserção internacional do Brasil, a competitividade do País no mercado internacional, entre outros temas.

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