24 August, 2017

BNDES Giro amplia em R$ 20 bi crédito para micro, pequena e média empresa

Temer assina Medidas Provisórias que liberam o crédito aos empresários

Crédito: Joel Rodrigues

Presidente Michel Temer anuncia nova linha de crédito a empresários (BNDES Giro), no Palácio do Planalto

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), representada pelo seu vice-presidente, Adelmir Santana, participou, dia 23 de agosto, no Palácio do Planalto, do lançamento do Programa BNDES Giro, iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para simplificar e agilizar, pela internet, a concessão de crédito para micro, pequenas e médias empresas. 

“Avisto autoridades do setor empresarial, além de governamentais, presentes neste auditório. O que revela a importância deste evento. Vejo, portanto, uma bela reafirmação da vocação do BNDES para o desenvolvimento econômico e social do nosso país”, disse o presidente Michel Temer. “Quando o BNDES se volta para a micro, pequena e média empresa, está pensando também no social, e tem-se como objetivo central o emprego”, complementou. 

Temer ressaltou ainda a importância do programa para os empresários dos setores de comércio, serviços e indústria, bem como para a agricultura, em especial para o pequeno agricultor. Com o BNDES Giro, os beneficiários poderão saber, por exemplo, já no ato da solicitação do pedido de financiamento, se estão aptos a receber os recursos pretendidos. 

Adelmir Santana afirmou que a inciativa trará uma nova motivação aos micro e pequenos empresários. “O Brasil é um país de empreendedores. As micro e pequenas empresas têm um papel fundamental para promover o crescimento econômico do País. E é necessário usar a tecnologia a nosso favor para o desenvolvimento dessas empresas, com certeza facilitará muito, pois os empresários poderão solicitar o empréstimo por meio da internet”, disse Adelmir Santana, que também é presidente da Fecomércio-DF e representou o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, na cerimônia. 

Injeção de R$ 20 bilhões para financiamentos

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, anunciou também a intenção de ampliar em cerca de R$ 20 bilhões os novos financiamentos para pequenas e microempresas até agosto de 2018. Para Rabello, a nova linha de crédito pode vir a ser “a chuva após muita seca”. “Parece pouco, mas os R$ 20 bilhões foram canalizados para a retomada”, finalizou. 

O BNDES Giro passa a integrar o novo sistema de aprovação automática de operações do banco, chamado BNDES On-line, plataforma que conecta os processos automatizados dos agentes financeiros aos da instituição, para proporcionar às operações indiretas ganhos de eficiência, celeridade e segurança. 

Recuperação da economia virá do emprego 

Presente à cerimônia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou que são boas as expectativas quanto aos números do País. “O setor de serviços cresceu e o emprego também. Claramente isso evidencia que a nossa economia está em processo de recuperação”, disse. “Temos que falar na nossa agenda de produtividade, que foca na desburocratização, facilitação de créditos e criação de empregos”, complementou Meirelles. 

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, elencou duas vantagens que o BNDES Giro oferece: agilidade e custo. “Nossa estimativa é que essa linha chegue ao tomador final, dependendo do risco de crédito do tomador, do tamanho da empresa, em torno de 1,5% ao mês, o que significa uma redução de aproximadamente 30% do custo financeiro em relação às linhas existentes hoje”, disse. 

Oliveira também falou da liberação das contas inativas do PIS e do Pasep. “Estamos reduzindo a idade das pessoas que podem sacar esse dinheiro, de 70 para 65 anos se homem e 62 anos, para mulher. O calendário de liberação será divulgado no próximo mês. E as pessoas terão acesso a partir do mês de outubro, conforme a idade”, apontou. 

Já o presidente do Sebrae, Afif Domingues, declarou que o crédito tem se tornado cada vez mais difícil de se obter pelos micro e pequenos empreendedores (MPEs). “É preciso definir como enquadrar as MPEs, pois para nós elas têm o teto de R$ 3,6 milhões”, disse. Ele defendeu o fim da burocracia na concessão de crédito, com foco na busca de ajudar aquelas que são as maiores responsáveis pela criação de empregos, as micro e pequenas empresas. “Portanto, o dinheiro para as MPEs é dinheiro para a geração de empregos”, finalizou.

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