13 March, 2015

Workshop mostra experiências de federações

Eugênio do Carvalhal inicia as apresentações dos cases

Crédito: Ciéte Silvéria/Perspectiva

Eugênio do Carvalhal inicia as apresentações dos cases

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As experiências em negociação coletiva de três federações do comércio foram compartilhadas na segunda parte do Workshop de Negociação Coletiva, promovido pela CNC, em parceria com a Fecomércio-SP.  Cases de negociação foram apresentados aos participantes, com mediação de Eugenio do Carvalhal, consultor organizacional e de Negociação e instrutor de programas de Treinamento e Desenvolvimento. “Negociação envolve um processo comunicacional e precisa da vontade das duas partes envolvidas”, afirmou Eugenio.

Poliana Fonseca e Tacianny Machado, do Núcleo de Negociação da Fecomércio-MG, apresentaram o primeiro case sobre a abertura do comércio aos domingos. Segundo Poliana, é preciso conhecer as realidades regionais de cada sindicato para poder agir com eficácia nas negociações. “É grave para a categoria patronal desconhecer a legislação e os costumes locais das partes envolvidas no processo”, disse ela.

A federação fez um estudo para saber como o domingo influencia nas vendas do comércio e, apesar de não ser a data mais forte, a relevância da data era inegável. “Este tipo de informação, de material, é imprescindível para termos argumentos a serem utilizados na hora da negociação”, confirmou Poliana.

Em seguida, o gerente sindical da Fecomércio-SC, Rafael Arruda, apresentou o trabalho da federação catarinense para as negociações de pisos salariais. Segundo ele, também é levado em conta a realidade de cada região para determinar as negociações.

Em sua apresentação, Arruda afirmou que o setor de comércio é, muitas vezes, o primeiro emprego de muitas pessoas. Por isso, não exige, de imediato, muita qualificação profissional. “É preciso buscar o equilíbrio nas negociações tendo em mente essa valorização da qualificação profissional. Assim, as empresas podem usar o salário como ferramenta de gestão e retenção de equipes”, disse o gerente da Fecomércio-SC.

O assessor do Sincomércio do ABC Rodrigo Neves apresentou o CITROS, uma ferramenta desenvolvida pelo sindicato paulista que organiza automaticamente a escala de funcionários de uma empresa. O sistema reconhece os dias de maior movimento nas lojas, feriados e datas especiais e comemorativas definidas pelo empregador para computar as folgas dos funcionários.  Além disso, é gerado um contrato já com as escalas de cada funcionário para ser homologado no sindicato patronal. Para saber mais sobre o CITROS, acesse www.citrosdocomercio.com.br

Complementando, o assessor econômico da Fecomércio-SP Jaime Vasconcellos, apresentou os dados de 2014 da Pesquisa Conjuntural do Varejo, organizada pela federação paulista.  

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