28 July, 2017

Fecomércio-AL debate papel da liderança e importância da representatividade

Crédito: Assessoria Fecomércio-AL

Cristiane Soares fez palestra sobre palestra “Relações institucionais”

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Executivos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participaram, em 27 de julho, em Maceió (AL), de evento sobre o papel da liderança e a importância da representatividade, eixos estratégicos para a atuação sindical. Estiveram presentes presidentes de sindicatos filiados à Fecomércio de Alagoas e colaboradores, que debateram alinhamento e estímulos a ações para fortalecer a representação das entidades.

As palestras fazem parte das ações do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs), que foca ainda em outros eixos como atuação legislativa, produtos e serviços, relações sindicais, atuação gerencial, comunicação, além de representação. Pela CNC, os assuntos foram detalhados pelos assessores técnicos Cristiano Costa e Cristiane Soares.

Cristiano citou a representação da CNC, que está presente em cerca de 200 instâncias como conselhos, fóruns e órgãos governamentais, ao introduzir o tema “Atuação estratégica na defesa dos interesses do setor do comércio de bens, serviços e turismo”.

Segundo ele, “as representações existem para a construção de políticas públicas que, resumidamente, é qualquer ação criada em prol da sociedade. Pode ser uma lei, uma ação social – desde asfaltar uma rua até a criação de uma lei que altera um determinado imposto. Políticas públicas são qualquer coisa que interfere na sociedade. O que demonstra a importância da nossa participação nesses conselhos”, afirmou.

Nesses locais, destacou o assessor, existem os grupos de pressão que defendem os seus interesses. Citou até grupos de empresários que podem ser divididos dependendo do interesse. Ele foi enfático ao defender que o desafio é representar bem, tendo como norte quem somos e para que existimos.

Representação legal

“CNC, Fecomércio e sindicatos têm a representação legal pela força da lei, ou seja, a legalidade de representar o setor. A vulnerabilidade e as ameaças existem, mas é necessário ficar atentos para acabar ou minimizá-las. Uma das forças do Sistema é a sinergia e a interdependência”, declarou Cristiano, referindo-se a Fecomércio, Sesc, Senac e a sindicatos.

Em sua palestra, ele mostrou um levantamento da Universidade de Michigan sobre os dez maiores perigos para a humanidade a fim de enfatizar a importância da liderança. Conforme o levantamento, o primeiro perigo seria um acidente nuclear. Na sequência, uma epidemia e depois a qualidade da administração e liderança das instituições.

“As lideranças do Sistema existem para defender os interesses do setor do comércio de bens, serviços e turismo. Então, precisamos fortalecer as nossas lideranças”, disse. Por isso, a CNC implantou a Rede Nacional de Representações do Sistema Confederativo do Comércio (Renar) com todos os representantes e gestores de representação para chegar a um nível mais eficaz de comunicação, resultados melhores e defender melhor o Sistema, considerando como peça-chave o representante. E para ser representante, segundo Cristiano, é preciso ter habilidades.

Para ele, o CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitudes) pode ser aumentado para CHAVES (Valores, Entorno). Quando se reporta à habilidade, destacam-se cinco pontos (agilidade e iniciativa, jogo de cintura, equilíbrio emocional, comunicação e habilidade interpessoal e negociação). Sobre atitudes, acrescentou, requer monitorar, prestar contas com relatórios, análises e informações qualificadas, conhecer os anseios dos representados, defender posições, planejar e executar.

Relações institucionais

Já Cristiane Soares falou sobre como influir nas políticas públicas, com a palestra “Relações institucionais”. A identificação de problemas, a formação de agendas públicas, a formulação e a legitimidade das políticas públicas selecionadas, a implementação e a avaliação dos impactos das políticas públicas foram detalhadas, enfatizando a importância de cada uma. Ela apontou como sua aplicação pode agir no sentido de reduzir a burocratização que tanto afeta o setor produtivo. De acordo com a assessora, as políticas públicas para o setor produtivo são multissetoriais.

As implicações da falta de estímulo à qualificação profissional é um dos motivos pelo fato de o Brasil ter uma baixa produtividade no ranking mundial. Segundo Cristiane, isso ocorre por diversas questões, a exemplo do baixo nível de educação.

No período da tarde, houve um workshop sobre “Definição de metas e estratégias para o exercício das representações”. Participaram do treinamento os colaboradores do Sindilojas Arapiraca, Sindilojas União, Sindilojas Penedo, Sindilojas Palmeira, Secovi, Sincadeal, Sincofarma e Sirecom. Além dos diretores regionais do Sesc, Willys Albuquerque, e do Senac, Telma Ribeiro. O presidente do Sindilojas União, Adeildo Sotero, que deu as boas-vindas aos assessores da CNC e abriu os trabalhos, também participou. Além dos presidentes do Sincofarma, José Carlos Medeiros, e do Sindilojas Penedo, Ana Luiza Soares.

Fonte: Fecomércio-AL

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