21 junho, 2018

ICMBio anuncia concessões de serviços à visitação

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realiza durante o mês de junho audiências públicas para concessão de serviços em cinco parques nacionais. As novas concessões serão oferecidas nos parques nacionais dos Lençóis Maranhenses (MA), Jericoacoara (CE), do Itatiaia (RJ), da Serra da Bodoquena (MS) e do Caparaó (MG).

Entre os serviços que serão concedidos estão atividades de turismo, hospedagem, acampamento, venda de ingressos, comércio de alimentos e bebidas, souvenirs e venda de ingressos.

Atualmente, quatro parques nacionais têm concessões em operação, Iguaçu (PR), Tijuca (RJ), Fernando de Noronha (PE), Serra dos Órgãos (RJ), de acordo com a coordenadora de Concessões e Negócios do ICMBio, Larissa Diehl.

“São processos de concessão de serviços de apoio à visitação em parques nacionais”, conta Larissa. “Serão lançados mais dois editais, provavelmente, no início de julho, para o Parque Nacional do Pau-Brasil e outro para a Chapada dos Veadeiros. Os dois já foram objetos de consulta pública no ano de 2016.”

Ela explica que o primeiro critério utilizado para definir os parques objetos das concessões foi o número de visitantes, já que a venda de ingressos deve ser suficiente para viabilizar economicamente os serviços.

“Outros critérios foram baseados em um estudo que fizemos internamente sobre o índice de atratividade dessas unidades”, explica Larissa.

Esse índice é baseado em um trabalho de doutorado do analista ambiental do ICMBio Thiago Beraldo.

Larissa Diehl lembra que o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) já prevê a vocação dos parques nacionais para a recreação. Ela acredita que a possibilidade de visitar uma unidade de conservação bem estruturada pode levar a uma experiência que a torne aliada da conservação.

Outro ponto que ela destaca é o impacto positivo do turismo sobre a economia. Além dos gastos do turismo, o comércio local se beneficia do dinheiro de empreendedores e trabalhadores.

“Todo esse recurso circula na economia”, afirma Larissa Diehl. “Aí as pessoas param de ver uma unidade de conservação como entrave para o desenvolvimento e progresso econômico. Elas passam a enxergar essa unidade como promotora do desenvolvimento”, acredita.

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