27 January, 2017

Mobilização contra a febre amarela

Crédito: Divulgação Ministério da Saúde

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O combate ao surto de febre amarela na região Sudeste do Brasil foi um dos principais temas tratados na primeira reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS) em 2017, nesta quinta-feira (26), em Brasília. Com participação do representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Alexandre de Marca, a reunião do CNS teve uma apresentação da Secretaria de Vigilância em Saúde com informações atualizadas sobre a situação epidemiológica da doença no País.

Segundo os dados apresentados, até o início da semana havia registro de 438 casos suspeitos, sendo que 364 (83,1%) estão em investigação, 70 casos (16,0%) confirmados e 4 (0,9%) descartados. Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo apresentam notificações, sendo que até agora foram confirmadas 40 mortes causadas pela doença – 37 em Minas e 3 em São Paulo. “Até o dia 25, o Ministério da Saúde já havia enviado mais 5,5 milhões de doses de vacina para dez estados, com maior concentração nos três estados atingidos do Sudeste, áreas com recomendação de vacinação. O Rio de Janeiro, por enquanto, não tem recomendação de vacinação”, informou Alexandre de Marca, chefe da Divisão de Saúde da CNC (Serbem), ressaltando que todos os casos diagnosticados até agora são de febre amarela silvestre. “Não há nenhum caso de febre amarela urbana."

Diferença é o mosquito transmissor

A febre amarela é uma doença febril aguda, não contagiosa, de curta duração (no máximo 12 dias), cuja letalidade varia de 5% a 10%, podendo chegar a 50% nos casos graves (aqueles que evoluem com icterícia e hemorragias). O vírus que causa a doença é o mesmo tanto na febre amarela silvestre quanto na urbana. A diferença está no mosquito que transmite uma e outra. Na cidade, a doença é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue. Na mata, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus. O Brasil não registra casos de febre amarela urbana desde 1942.

O Ministério da Saúde enviou técnicos aos locais que apresentaram notificações para o monitoramento da situação. Entre as recomendações e orientações do ministério estão:

▪ Notificação imediata de casos suspeitos de febres hemorrágicas;

▪ Notificação imediata de ocorrências em primatas não humanos;

▪ Intensificação da vacinação, segundo critérios técnicos, na área de abrangência;

▪ Intensificação das ações de controle vetorial urbano;

▪ Organização da assistência para atendimento dos casos suspeitos;

▪ Os estados devem incentivar os municípios a reforçar as medidas voltadas à eliminação de criadouros;

▪ Atividades de educação e mobilização da população;

▪ Controle larvário para reduzir a população do mosquito;

▪ Ações intersetoriais relacionadas ao abastecimento de água e coleta de lixo, que são determinantes na infestação vetorial do Aedes aegypti, mosquito que transmite a febre amarela urbana.

Mais informações sobre a febre amarela e as medidas preventivas que estão sendo adotadas podem ser obtidas no seguinte endereço web: www.saude.gov.br/svs.

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