17 November, 2015

Inflação e menos postos de trabalho acentuam crise no setor de serviços

Alta nos preços dos serviços e queda na geração de vagas de emprego ajudam a exp

Crédito: Reprodução/TV CNC

Alta nos preços dos serviços e queda na geração de vagas de emprego ajudam a explicar a queda no faturamento de 4,8% em setembro

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O setor de serviços está no seu pior momento, na avaliação da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje pelo IBGE, mostram que o setor teve queda de 4,8% no faturamento em setembro em relação ao mesmo mês de 2014.

“A queda no faturamento, que já vinha ocorrendo, intensificou-se em setembro”, afirma o economista da CNC Fabio Bentes.  De acordo com a análise da CNC, parte dos resultados negativos pode ser atribuída à inércia inflacionária percebida no setor terciário. “Embora desde maio de 2015 a variação acumulada em 12 meses nos preços dos serviços venha superando a inflação oficial, o IPCA de serviços segue acima dos 8% ao ano em outubro. Além desse fator, a confiança nos setor atingiu, em setembro, seu patamar mais baixo desde o início da série histórica”, completou o economista.

Além da inflação, o setor também sente os reflexos do encolhimento no número de trabalhadores no terceiro trimestre. De julho a setembro, o Caged registrou o fechamento líquido de 84,6 mil postos de trabalho, resultado que contrasta com a geração de 181,6 mil vagas no mesmo período do ano passado. No comparativo de 12 meses a partir de setembro de 2014, o saldo entre admissões e desligamentos ficou negativo em 150 mil vagas, a pior geração de empregos dos últimos dez anos – historicamente, o setor de serviços é o maior empregador dentre todos os setores da economia.  

O setor de serviços acumula, desde janeiro deste ano, queda de 2,8% e deverá, inevitavelmente, registrar sua primeira retração anual no volume de receitas ao final de 2015. De 2012 a 2014 a receita real do segmento variou +4,3%, +4,1% e 2,5%, respectivamente.

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  • Análise PMS - setembro 2015 | Download

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