16 April, 2018

Revolução tecnológica no mercado de trabalho é tema de seminário na Fecomércio-SP

A Fecomércio-SP, por meio do seu Conselho de Emprego e Relações do Trabalho, sediará o seminário “Como será o trabalho à luz das novas tecnologias”, no próximo dia 27, às 8h. O tema será discutido amplamente com especialistas, empresários de diversos setores, entidades representativas, educadores e sociedade civil.

Há pesquisas que apostam que, em até dez anos, a maior parte dos seres humanos vai trabalhar com técnicas que ainda não foram inventadas. As tecnologias disruptivas, que aparecem depois do advento da internet, ao contrário das tecnologias evolutivas, exigem habilidades inexistentes.

É sobre essas novas formas de contratar e de exercer o trabalho, bem como seus principais desafios e tendências, que o evento pretende tratar. Também estarão na pauta de discussão o impacto dos avanços tecnológicos sobre a quantidade e a qualidade dos empregos, além de exemplos concretos de avanços tecnológicos de robotização, inteligência artificial e Big Data.

O coordenador do seminário e presidente do conselho, José Pastore, abre o evento abordando a transformação das profissões, a velocidade das mudanças tecnológicas versus a reciclagem profissional e os exemplos mundiais de educação continuada para o trabalho. “A realidade atual não deixou uma escolha entre adotar (ou não) as novas tecnologias. Elas são imperativas para melhorar a produtividade, a competitividade e a qualidade de bens e serviços, assim como para reduzir seus preços”, afirma o professor.

Na sequência, o debate continua com o diretor de Políticas, Relações Trabalhistas e Sindicais da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Adauto de Oliveira Duarte.

Um dos destaques do evento será a presença do diretor do Departamento de Tecnologia e Emprego do Fórum Econômico Mundial, em Davos, e especialista Dr. Thomas Philbeck, que, há muito tempo estuda a interseção entre tecnologia, sociedade, negócios e filosofia. O profissional abordará, de um ponto de vista mundial, os impactos das novas tecnologias no emprego, a criação de oportunidades de trabalho e as propostas correntes para o desemprego tecnológico.

O Dr. Thomas Philbeck desenvolveu sua pesquisa nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Europa, no Oriente Médio e na Índia, trabalhando em vários setores. Entre sua produção mais expressiva, está um capítulo do livro Surviving the Machine Age, no qual Philbeck apresenta soluções propostas a problemas levantados, que falam do impacto da tecnologia nos campos da educação, tributação e redução da jornada de trabalho.

Philbeck possui uma visão muito humanista das relações de trabalho. Em suas obras mais recentes, apresenta dados de pesquisas sobre a quarta revolução industrial, marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas e na qual os robôs integrados a sistemas ciberfísicos serão os responsáveis por uma transformação radical.

Realidade brasileira e educação para o trabalho

Para situar a conjuntura brasileira na discussão, o painel “O que as empresas brasileiras estão fazendo para recrutar e ajustar os profissionais às novas tecnologias?” recebe a representante do setor de comércio e serviços, Christiane Berlinck, líder de recursos humanos da IBM Brasil; a diretora-executiva-adjunta do Banco Bradesco, representando o setor financeiro, Glaucimar Peticov; o vice-presidente de Pessoas e de Sustentabilidade da Embraer, do setor industrial, Carlos Griner; e o assessor da Presidência da Embrapa, que fala sobre o setor agrícola, Eliseu Alves. 

Passo essencial nesse processo de reajuste da mão de obra para o trabalho do futuro é a educação continuada. No mundo moderno, estabeleceu-se uma corrida entre a educação e as inovações, que ocorrem a uma velocidade muito maior do que a modernização dos currículos e reciclagem dos professores. “É importante dispor de instituições capazes de ajudar os trabalhadores a acompanhar as transformações tecnológicas. Ao lado da melhoria da educação geral, é indispensável dispor de bons cursos de formação profissional e de treinamentos específicos realizados com apoio da internet”, afirma Pastore. 

Para tratar desse assunto, o último painel reúne representantes da indústria, do comércio e do sistema educacional para debater “ O que as escolas estão fazendo para preparar os jovens e adultos e bem ajustá-los às novas tecnologias?”. Debatem o assunto o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni; a assistente de Gerência de Desenvolvimento do Senac-SP, Ana Kuller; e a gerente de Conteúdo e Capacitação do Ciee, Renata Mello. 

O credenciamento de jornalistas para cobertura deve ser realizado pelo e-mail lilian.michelan@tutu.ee ou pelo telefone (11) 94136-0648.

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