15 junho, 2018

Brasil precisa ampliar parcerias com a iniciativa privada no turismo

Crédito: Roberto Castro - MTur

Para Alexandre Sampaio (Cetur/CNC) a desburocratização é fundamental para motivar os investimentos nacionais e estrangeiros

O Brasil ainda não conseguiu explorar todo o seu potencial turístico como vetor de desenvolvimento econômico, essa foi a opinião predominante no seminário Investe Turismo – Segurança Jurídica Gera Empregos, promovido pelo Ministério do Turismo, em parceria com os jornais O Globo e Valor Econômico, e apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 6 de junho, em São Paulo. O evento debateu como promover um melhor ambiente de negócios para as atividades turísticas, discutindo temas como: modelo atual para construção de marinas e melhor aproveitamento da orla; uso turístico das cidades históricas; e atração e reforço dos parques temáticos.

O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, defendeu a facilitação do processo de emissão de licenças ambientais e outras autorizações para a instalação de empreendimentos que podem fomentar o setor, como a regulamentação para autorização de funcionamento de cassinos no País. “O segmento de cassinos e resorts pode injetar R$ 50 bilhões na economia. Esse é só um exemplo, temos muitas possibilidades para crescer”, argumentou. Lummertz destacou ainda que as barreiras às concessões e parcerias público-privadas (PPPs) no Brasil travam o progresso de setores essenciais, demandam altos investimentos, como de infraestrutura. “O turismo é um negócio muito grande e sério para ser deixado de lado. E, da forma como está organizado, não entrega os resultados que queremos”, afirmou o ministro.

Para o presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, Alexandre Sampaio, a desburocratização é fundamental para motivar os investimentos nacionais e estrangeiros. “Precisamos ter uma flexibilização, por exemplo, do licenciamento ambiental. Precisamos ter celeridade sem abrir mão da qualidade, passando pelos órgãos ambientais”, disse Sampaio.

Para melhorar o ambiente de negócios, é preciso ampliar a colaboração entre Estado e iniciativa privada. Sendo assim, é preciso estabelecer papéis e rever questões regulatórias. “É preciso sensibilizar os candidatos das próximas eleições, porque temos que nos preparar para um relacionamento muito mais complexo entre os setores público e privado”, concluiu Lummertz.

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