28 March, 2018

CNT lança o Plano Nacional de Turismo

Crédito: Edson Chaves Filho

O ministro do Turismo, Marx Beltrão, coordenou, em 27/03, a 51ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Turismo (CNT), do qual é presidente, cujo ponto alto foi o lançamento do Plano Nacional de Turismo 2018-2022. O documento estabelece diretrizes e estratégias para a implementação de políticas públicas do setor nos próximos quatro anos.

Para Beltrão, o Plano – elaborado de forma coletiva por especialistas do ministério, Embratur e agentes públicos e privados dentro da Câmara Temática do Plano Nacional de Turismo do CNT – propõe metas de execução possível para o Brasil se tornar uma potência mundial nesse mercado. Mas, para isso, enfatizou, “o turismo precisa ser bem planejado e articulado com o setor produtivo e a sociedade”. Dentro dessa perspectiva, estão previstos, entre outros pontos positivos, o aumento da receita trazida por turistas do exterior de US$ 6,6 bilhões para US$ 19 bilhões e a geração de dois milhões de empregos no segmento.

O coordenador-geral da Câmara Técnica, Alexandre Sampaio, também presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, explica que o Plano mostra caminhos e dá orientações para o País crescer celeremente no mercado de viagens. A grande vantagem, a seu ver, é o fato de poder ser ajustado a qualquer momento para se adequar à realidade eventual do setor.

O secretário executivo do Ministério do Turismo, Alberto Alves, destacou na apresentação do Plano que as medidas elencadas se harmonizam com os indicadores oficiais de recuperação da economia. Ele citou, entre as propostas, a modernização do setor, a ampliação de investimentos e acesso ao crédito, o estímulo à competitividade e à inovação, a qualificação profissional e dos serviços e a regionalização do turismo.

Câmaras Temáticas

Outro ponto de destaque da reunião do CNT foram os relatos dos coordenadores sobre o andamento dos trabalhos das Câmaras Temáticas. O coordenador-geral da Câmara de Qualificação Profissional, Antonio Henrique de Paula, que também é assessor de Relações Institucionais do Departamento Nacional do Senac, exaltou o documento sobre a Política Nacional de Qualificação em Turismo, considerando-o “de extrema importância e legado fundamental deixado pelo ministro Marx Beltrão para o turismo brasileiro”.

O documento oferece orientação a cada entidade ligada à educação profissional sobre como agir de forma sinérgica. Os membros da Câmara, segundo Antonio Henrique, entenderam que havia necessidade de trabalhar no aperfeiçoamento do documento e atrair importantes players para o processo. “Conseguimos trazer vários, sendo que o principal foi o Ministério da Educação.”

Além disso, percebeu-se a necessidade de criar instrumentos para atualizar as estruturas dos cursos, tendo em vista a dinâmica do mundo do trabalho e a tecnologia aplicada. “Na prática, isso significa se reciclar quase diariamente. A base do conhecimento muda constantemente e é preciso acompanhar esse comportamento”, afirmou.

Turismo Responsável

Já o coordenador-geral da Câmara Temática de Turismo Responsável – criada para estabelecer diretrizes para políticas públicas –, Eraldo Alves da Cruz, revelou a criação de um grupo de trabalho de turismo social. “A retomada das discussões é extremamente relevante, tendo em vista a abrangência do tema e os inúmeros aspectos que envolvem o conceito de turismo social”, justificou Eraldo, que também é secretário executivo do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ele informou que, desde a instituição da Câmara, foram realizadas três reuniões. Na primeira, em outubro de 2017, foram identificados documentos referenciais do turismo social por cada entidade membro. Na segunda, em dezembro, houve a apresentação do documento-síntese e definição de prioridades e conceito de turismo social.

Finalmente, na terceira, em 26 de março, o documento preliminar foi apresentado e definidos a estratégia e o cronograma de trabalho para as próximas reuniões. Duas outras reuniões já estão programadas para abril e maio, quando será disponibilizado o documento para aprimoramento pelas entidades membros, que terão prazo até junho, quando será feita a validação. Posteriormente, o documento será levado para apreciação do CNT.

Reformulação do CNT

Finalmente, Alexandre Sampaio, que também preside o Cetur, informou sobre o trabalho da sua Câmara Temática para a reformulação do Conselho Nacional de Turismo. Segundo ele, no primeiro encontro para debater o tema, os membros puderam manifestar seus conceitos e propostas. A etapa em andamento discute o embasamento legal que constituiu o Conselho com seu regulamento e funcionamento.

“É importante ter uma leitura jurídica desse processo. As ideias foram muito ricas e propositivas, mas é um grande desafio mexer no regulamento do Conselho. É um anseio de todos que estão participando e, além disso, existe um grande número de entidades que integram o trade, mas não estão na Câmara, interessadas em participar.”

Para Alexandre Sampaio, “é um desafio extraordinário trabalhar com a dualidade de como melhorar o Conselho e também contemplar todo o espectro do turismo”. A ideia é atingir a meta em três sessões de trabalho. O dirigente anunciou que, nesse período, será aberta a possibilidade de os demais membros do CNT enviarem suas sugestões para discussão.

“Seremos propositivos. Isso inclui avaliar a legalidade da hipótese de transformar o CNT, que hoje é um órgão consultivo, em deliberativo para chancelar políticas do próprio Ministério do Turismo”, concluiu.

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