10 October, 2018

Inovação e experiência trazem resultados efetivos para eventos

Vanessa Martin e Ney Neto durante o primeiro painel do seminário Novos Mercados,

Crédito: Christina Bocayuva

Vanessa Martin e Ney Neto durante o primeiro painel do seminário Novos Mercados, Novas Estratégias

As novas tecnologias trouxeram novas formas de consumir conteúdo e de engajar o público em eventos. Esse foi o tema de discussão do primeiro painel do seminário Novos Mercados, Novas Estratégias, realizado pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no dia 10 de outubro. O seminário é o terceiro da série Turismo – Eventos em Debate.

Vanessa Martin, mestre pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), foi a mediadora do painel. O diretor de Inovação da MCI Brasil, Ney Neto, apresentou as principais tendências em tecnologia que já estão presentes no dia a dia das empresas e das marcas. Neto falou do uso do event design nas estratégias de marketing, pensando o evento como uma forma completa de engajar o participante. “As tecnologias permitem que você meça muito melhor os resultados do seu evento, mas não dá para fazer um planejamento de comunicação do seu produto somente no digital. É importante incluir uma estratégia de design de eventos, realizando ações on e off-line, com as quais você consegue manter um ciclo de participação ativa no seu evento”, disse Neto.

Entre as tendências apresentadas, o diretor da MCI Brasil falou sobre os impactos da GDPR (General Data Protection Regulation), a regulamentação europeia sobre a proteção de dados. Em um mundo globalizado, que utiliza big data com informação de diversas partes do mundo, é essencial estar ciente das questões de privacidade que permeiam os usuários de internet em todo o mundo. “As estratégias de e-mail marketing precisam mudar, e as empresas vão ter que se adaptar”, afirmou.

Neto também destacou a importância de mudar o pensamento anterior sobre big data, no qual o que importava era um grande volume de dados captados, para um pensamento sobre small data – extrair dos dados o que realmente importa, saber como é o seu cliente e oferecer conteúdo personalizado e objetivo para atingir o cliente específico.

Também foi apresentado o uso de tecnologias como realidade virtual, realidade aumentada, tracking, geolocalização e monitor de calor, entre outras, como forma de engajar o público e estimular o consumo do evento e a retirada de insights para o crescimento das marcas.

Mobile marketing

Diretora da Mobile Marketing Association (MMA), Thais Schaufer falou sobre como a tecnologia mobile funciona como um impulsionador da transformação no mercado de eventos. Segundo ela, o uso do mobile é o mais próximo que se pode chegar do consumidor. “As novas tecnologias começam como inovação, mas acabam gerando uma transformação no mercado e na forma como a gente consome ou avalia algum produto”, disse.

De acordo com Thais, para as novas gerações, como os millenials, o smartphone já é mais importante do que itens básicos, como escova de dente ou desodorante. Para outras gerações, a rotina diária já inclui o celular em quase a totalidade do dia. “As pessoas já estão delegando algumas de suas escolhas para as tecnologias, em aplicativos como Waze e Spotify, por exemplo, que utilizam algoritmos baseados no seu comportamento para sugerir ações.”

Para a diretora da MMA, hoje o consumidor espera que o mobile traga mais funcionalidade e praticidade no seu dia a dia. Para engajar esse consumidor nos eventos, as marcas precisam desenvolver técnicas que integrem a tecnologia mobile, por meio de games ou experiências únicas que envolvam o smartphone. Thaís deu o exemplo de uma ação do banco Next, que utilizou um jogo para celular para atrair os consumidores, que, dependendo da pontuação, ganhariam ingressos para o festival Lolapallooza.

Thaís Schauffer, diretora da MMA (Crédito: Christina Bocayuva)

 

 

 

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